quarta-feira, 24 de novembro de 2010
sábado, 20 de novembro de 2010
Davi Silva in Concert

Davi Silva é sem dúvida alguma um dos grandes nomes no cenário musical castanhalense e paraense. Carrega consigo além de enorme talento, a persistência e a disciplina necessárias àqueles que enveredam no longo percurso da performance musical, estudando e executando peças de grandes gênios da música erudita, participando de encontros e workshops.
Além da sólida formação erudita e acadêmica este jovem flautista recebe a influencia do jazz e da música popular brasileira, interagindo constantemente com estilos e músicos diversos, superando os limites impostos pela ausência de público apreciador e conhecedor para prestigiar e valorizar a riqueza da música instrumental, seja, de caráter erudita ou de raiz popular. Apesar de tudo a luta continua e certamente a vitória e o reconhecimento deste excelente instrumentista brasileiro será coroado com o seu Recital de Conclusão do Curso de Bacharelado em Música-Flauta Transversal pela UEPA- Universidade Estadual do Pará no dia 26 de Novembro às 19:30 na Sala Ettore Bósio do Conservatório Carlos Gomes na Gentil Bittencourt nº 977 (entrada franca) Belém-Pa.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
São Francisco do Pará via Belém : Uma Visita Aos Museus.
O museu de arte do Pará foi arquitetado por Lange como moradia do governador, o museu tem cinco salas cada uma projetada em diferentes estilos. A sala que o governador despachava tinha móveis diferentes como uma mesa de madeira maciça com leões em seus detalhes na cadeira tinha em sua cabeceira a cara do leão e nas pernas da cadeira em as patas do leão que dava a sensação de poder por que o leão era simpolo de força. Em cada sala tinham lustres diferentes muito luxuosos de cristal e diamantes. Também tinha uma sala onde podemos ver onde os pais vigiavam o namoro de seus filhos em uma cadeira que se chama "namoradeira" onde um ficava ao contrário para o outro.
domingo, 17 de outubro de 2010
SOBRE O 3º FEMUC: UM OLHAR CRÍTICO CONSTRUTIVO
Apesar de reconhecermos a importância deste evento, para divulgar os músicos, compositores, arranjadores e letristas castanhalenses e de outras localidades, queremos contribuir para uma democratização, reavaliação, concepção e organização do evento e manifestar nossa opinião sobre o 3º FEMUC-Festival de Música de Castanhal realizado nos dias 23 e 24 de Setembro na Praça do Estrela.Em primeiro lugar os respectivos dias de quinta-feira e sexta-feira e as datas escolhidas para realização do evento acabam dificultando o acesso da população trabalhadora principalmente comerciários, professores e trabalhadores da indústria em geral a prestigiá-lo ainda que seja em praça pública ao invés de ser realizado nos finais de semana.
Em relação à qualidade das músicas apresentadas neste 3º FEMUC o nível das canções selecionadas entre as 20 (vinte) concorrentes ficou abaixo do esperado em todos os quesitos: MÚSICA-Melodia, Harmonia e Arranjo. INTERPRETAÇÃO-Ritmo, Afinação e Performance. LETRA-Adequação melódica, Adequação Línguística e Literariedade.
Além disso, queremos também lembrar os colegas que foram excluídos num processo de seleção que ainda não ficou nítido para nós artistas da música que fazemos este festival. Pois, quando nos negam o direito de questionar o formato e os critérios adotados pela organização deste evento, também nos faltam com respeito.
Os cargos públicos estão a serviço da comunidade e não sujeitos ao "egocentrismo e determinismos de quem os ocupam" Nós temos sim o direito de compartilhar idéias para que não haja injustiça com os que são os príncipais atores desse evento: " O público, os músicos e compositores de Castanhal e demais regiões". pois, tudo o que for de natureza pública é do interesse e direito dos cidadãos e não pode ser negado a estes.
Fica então esta mensagem para a reflexão aos que entendem o significado de Democracia que consigam sabiamente discutir e interagir para a construção de uma política cultural mais livre, justa e inclusiva. Na qual a música seja dentre as diversas Formas de Expressão e Comunicação Artística um instrumento contra a mediocridade imposta pelos governantes, meios de comunicação de massa e mídia em geral que a transformam em instrumento de propaganda comercial e marketing político, estimulando a competição, o individualismo e impondo ideologicamente para o artista e para o público a dicotomia capitalista: vencedores vencidos.
Novamente queremos reafirmar a importância da existência deste festival para a cidade como uma festa de interação (daí o termo festival) entre artístas, músicos, organizadores e principalmente o público-cidadão que merece sempre o melhor tanto em quantidade como em qualidade de música e eventos desprovidos da competividade e exclusão.
Castanhal , 30 de Setembro de 2010.
Ricardo Sodré-Arte educador, músico, compositor
Gileno Brito-Professor de educação física, compositor, músico e letrista
Genêse de Poesia e Corpos.
Situação I
Palavras Presentes!
Em período de graça
Na fertilidade de risos.
Situação II
Palavras Ausentes!
Na escassez de corpos
Ou cores que invento.
Situação III
Naufrágio de sinais!
tráfico de beijos mornos
Tumores de desejos...
Epílogo (Situação IV)
Mãos aprisionando formas profanas!
Noviças céticas
Gnomos urbanos
Meretrizes de quartzo...
Ricardo Sodré
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Carta magna dos ignorantes

“Nenhum ignorante será magno no sentido da magnitude soberana”
Na era da arrogância, assumir sua santa ignorância , é alimentar que o saber não significa sobrar soberba, nem mesmo subir. É buscar o sábio e não o sabido. Estar desperto sem se preocupar em ser esperto. A santa ignorância aprende mas não apreende. Entende que a besta é a fera porque por si só se basta, de si e seus sinais em seu casulo, cláusulas de competência específica para encerrar-se nos muros das certezas que soam ocas como mortalhas.
A ignorância é radical porque toma as coisas pela raiz. Está aberta, apaixona-se pelo processo, encanta-se pelo enredo mas não se enreda pelo novelo. Ela entende que não são as asas que possibilitam o vôo mas as tentativas. Quer o movimento irregular dos rios e não o dos pêndulos. Não tem planos nem metas, mesmo para a metamorfose. Faz do porto um ponto de partida em permanente parto porque celebra a vida. A vertigem da ignorância é aceitar o “não sei” feito lucidez lúdica para escapar do jugo belicoso do “não-sim”. A visagem da ignorância é a constante luz além do limbo. Clama: a diferença nos une. Proclama: a diferença nos unge. Reclama: a diferença nos fará imunes ao contágio totalitário. Ao absoluto, o nosso luto.
A melhor resposta é a que provoca novas dúvidas. A insegurança é doce porque abriga inúmeras descobertas. A fraternidade é imprecisa porque o dom da graça não tem raça. O que ignora, ora quando procura. Está livre para todos os níveis por estar disponível. Julga mas não subjuga. Usa bulas mas não as acumula. Se apega apenas como circunstância da entrega, mas não se prega. Quer a comunhão consigo, com os outros e com o meio sem alterar o modelo porque atua na medula. Flutua sobre o que esta demasiadamente firme, rijo, cadavericamente incondicional. Influi no que não admite contradição, sobre o que está umbilicalmente atado ao peso de sua imobilidade.
O que está seguro está em apuros. Aos que vivem sob extremado estado de garantias, recomenda-se a fragilidade volúvel e volátil da ignorância ativa. Tanta cautela é o elo da tutela. Dar um assalto no escuro. Aos que temem riscos sugerimos o final do juízo e a fuga da narcose embalada pelo narciso. Dependência é a morte. Deus é grátis, mas guru cobra ingresso. A herança do parcial é a apólice da parcela. Sem resgate. Dívida eterna. Pela ignorância se vê que se divagar se vai ao longo.
O ideal é começar pelo possível. O erro é o melhor professor da rota. O pleno não tem rumo, fronteira ou porta. Todo é tudo que não se corta. Arte não se reparte. Sem enfarte. O sonho deixa de ser senha quando não acorda e se transporta. Verdade se revela numa hora e na outra já é torta. Às vezes frágil é mais ágil para sair do estreito, do estrito, do restrito. Só o sectário secciona. O ignorante confia no desafio. Quer mais autores e menos autoridades. Desdenha a facção científica. O que fraciona é fraticida. Podemos reconhecer no desconhecimento uma aliança quando a gente decide ser. Quando a gente afirma “sei”, seremos serenos, leves, solidários. À espera do contrário, do contraponto que rasga, não por mal, mas para nos ensinar que nascemos para perder cascas. A estupidez precisa de um basta, a imbecilidade cria castas, as feras são bestas que por si só se bastam, mas os ignorantes serão este improvável plasma infinito em exercício permanente do vir-a-ser para o servir. Contra o demônio do domínio. Pois, se é do EU é céu e se é do EGO é cego.
Imagem google


