segunda-feira, 11 de abril de 2022

Relatório de Artes (O Retorno)

 



Escrever um relatório sobre o ano letivo na disciplina arte a mim é muito prazeroso. 
Tivemos aulas interativas onde o profº sempre nos incentivou e encorajou a interação sempre respeitando os limites de cada um. Passamos a conhecer muito mais sobre "arte".
 
Entendemos todas as suas funções, conhecemos nomes de muitos artistas e o valor e influência de suas obras. Aprendemos que arte é um grande canal de idéias e pensamentos, paz e inquietação, perguntas e respostas que é possível canalizar emoções através das várias formas de arte.

Aprendemos também que é possivel protestar, reinvindicar direitos através da arte que arte é uma ferramenta extremamente educativa e que o contato com as várias formas de arte pode transformar o "ser".

Refinar o espirito, forjar um brilhante caráter; aprendi tudo isto e muito mais neste ano que nestas linhas sendo escrita se conclui.

Parabenizo o profº Ricardo Sodré pela singularidade, dinamismo nas aulas, sem dúvida sua peculiaridade na forma de (lecionar) sobre arte só enriqueceu muito mais os conteúdos estudados.

Concluo com uma frase minha que aprendi no decorrer deste ano letivo:

" A mente libertada pelas artes, jamais voltará para o cárcere do preconceito"

 




sábado, 4 de agosto de 2012

CASTANHAL

Na chuva branca:

                   O desabrigo,

             A fuga e o movimento 

         Tensões d' alma.


Estradas ou trilhos,

              Represas ou rios?...

      A  poeira,

a ventania 

asfaltos por onde escorrem as 

     velhas promessas de lama...

              Teus filhos mortos na madrugada,

No teu Diário Matinal:

O crime!

O grito!

A luta!

  e o sangue de um Mestre que não mais ensina Palavras de Ordem,

ou lê em tua cartilha:

" Bem aventurados os que tem fome e sede de justiça"...
















" Este poema é uma homenagem ao professor, sociólogo e advogado Marcão (ferido e morto em sua própria casa) e a cidade de Castanhal de  poucas chuvas, muitos problemas e que possui um cartão- postal singular: o velho trem da saudosa ferrovia Belém-Bragança. Àqueles cidadãos  que aprenderam a cuidar de si mesmo e de todos os viajantes que chegam e encontram o "Cristo" de braços abertos e o povo crucificado pelas autoridades locais.  
Este é mais um poema ou manifesto sem o bairrismo e ufanismo débil das elites e com  a nobre revolta de um  castanhalense de coração e um estranho no mundo. "
Ricardo Sodré.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Máquina de Escrever.











Meu coração é máquina de escrever:
a peste, a morte, o corpo e o prazer
a sensação das coisas
o mundo escuso do "Ter e não Ser"
a noite escura e a pele nua.
Mecanógrafo da vida
daqueles que tentam consertar o mundo
e deixam sobrar parafusos
para montar outro Homem
Um desses caras que quebrou a cara
desprezando Alzira
logo após um terno beijo.
Depois disso comeu uma linda puta estrábica
rasgando saia e calçinha
escavando fontes
ruminando línguas.
Dedilhando lírios e seios...
Daqueles caras que [I] lustra [M] o cesto das palavras:
a nudez d' alma
Um tipógrafo da vida
alinhando a escrita e os sonhos
na mecanização dos dias...
Ricardo Sodré.