sexta-feira, 8 de setembro de 2023

Máquina de Escrever- Ricardo Sodré




Máquina de Escrever 


Meu coração é máquina de escrever 
Teu beijo, a morte, o corpo e o prazer...
A sensação das coisas
O mundo escuro do SER ou não SER. 
Mecanógrafo da vida;
Dedilhando seios, 
Devorando línguas.
Virgens Faunos 
Canto & Lira
Gozar num eterno beijo 
Desnudando ALZIRA...

 Gênese de poesia & corpos 


Situação I
Palavras Presentes! 
Em período de graça
 Na fertilidade de risos.
Situação II 
Palavras Ausentes!
Na escassez de corpos 
Ou cores que invento.

Situação III 
Naufrágio de sinais!
Tráfico de beijos mornos 
Tumores de desejos... 
Epílogo (Situação IV)
Mãos aprisionando formas profanas!
Noviças céticas 
Gnomos urbanos 
Meretrizes de quartzo...

Mecanógrafo da vida 
No cesto das palavras Mundos e conquistas 
Vinhos Lábios 
Frases lidas
O verbo em tua boca 
Fecundando
 a VIDA...


Faixas

1-Máquina de Escrever(Ricardo Sodré:letra e música)

Voz-Ricardo Sodré

Violão Base e Solo- Max Johnny 

Contrabaixo-Max Neto

Piano e Sintetizadores- Isaac Maia

Percussão e Máquina de Escrever- Zé Brasil

Bateria-Wanderson Rocha


Estúdio Fábrica Sonora de março de 2018 a janeiro de 2023.
Castanhal-Pa. 
Produção Executiva: Ricardo Sodré 
Direção Musical,gravação,mixagem,masterização:Janílson 
Andrade(Jan Andrade)


sexta-feira, 15 de abril de 2022

O Boto



 O Boto 

É sexta feira
É lua cheia
Coloco o ouvido ao vento
E ouço o que ele tem pra me dizer
Tem festa na beira
Garotas Bonitas
Molho de pimenta e peixe assado pra comer
Muito prazer.

Eu Sou o Boto!
As meninas contam que sou "inté" doutor
Diplomado na faculdade do amor
Muito prazer
Clarisse, Aninha, Sônia, Glorinha...
Seu João sua filha tá comigo não senhor
Quando a menina se encanta, nada adianta
Mas, nem sempre foi o Boto que a encantou
Muito prazer....

Compositor
Buscapé Blues
Intérprete Ricardo Sodré



segunda-feira, 11 de abril de 2022

Relatório de Artes (O Retorno)

 



Escrever um relatório sobre o ano letivo na disciplina arte a mim é muito prazeroso. 
Tivemos aulas interativas onde o profº sempre nos incentivou e encorajou a interação sempre respeitando os limites de cada um. Passamos a conhecer muito mais sobre "arte".
 
Entendemos todas as suas funções, conhecemos nomes de muitos artistas e o valor e influência de suas obras. Aprendemos que arte é um grande canal de idéias e pensamentos, paz e inquietação, perguntas e respostas que é possível canalizar emoções através das várias formas de arte.

Aprendemos também que é possivel protestar, reinvindicar direitos através da arte que arte é uma ferramenta extremamente educativa e que o contato com as várias formas de arte pode transformar o "ser".

Refinar o espirito, forjar um brilhante caráter; aprendi tudo isto e muito mais neste ano que nestas linhas sendo escrita se conclui.

Parabenizo o profº Ricardo Sodré pela singularidade, dinamismo nas aulas, sem dúvida sua peculiaridade na forma de (lecionar) sobre arte só enriqueceu muito mais os conteúdos estudados.

Concluo com uma frase minha que aprendi no decorrer deste ano letivo:

" A mente libertada pelas artes, jamais voltará para o cárcere do preconceito"

 




sábado, 4 de agosto de 2012

CASTANHAL

Na chuva branca:

                   O desabrigo,

             A fuga e o movimento 

         Tensões d' alma.


Estradas ou trilhos,

              Represas ou rios?...

      A  poeira,

a ventania 

asfaltos por onde escorrem as 

     velhas promessas de lama...

              Teus filhos mortos na madrugada,

No teu Diário Matinal:

O crime!

O grito!

A luta!

  e o sangue de um Mestre que não mais ensina Palavras de Ordem,

ou lê em tua cartilha:

" Bem aventurados os que tem fome e sede de justiça"...
















" Este poema é uma homenagem ao professor, sociólogo e advogado Marcão (ferido e morto em sua própria casa) e a cidade de Castanhal de  poucas chuvas, muitos problemas e que possui um cartão- postal singular: o velho trem da saudosa ferrovia Belém-Bragança. Àqueles cidadãos  que aprenderam a cuidar de si mesmo e de todos os viajantes que chegam e encontram o "Cristo" de braços abertos e o povo crucificado pelas autoridades locais.  
Este é mais um poema ou manifesto sem o bairrismo e ufanismo débil das elites e com  a nobre revolta de um  castanhalense de coração e um estranho no mundo. "
Ricardo Sodré.